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Um Serígrafo Chamado CÍCERO DIAS
26/06/2005

Pernambucano de Escada, Cícero Dias [1907-2003] estudou na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, para ser arquiteto, mas logo é seduzido pela Pintura – e, ali mesmo, no ambiente artístico carioca de 1928, realiza a sua primeira mostra individual. Desde cedo, revela-se um artista propenso à renovação e a Arte Brasileira ganha muito com ele, porque é nos aspectos comunitários que realiza observações e representações tanto líricas como surrealistas. Trabalha primeiro com aquarela e óleo, depois com figuração e abstracionismo, mas registra também o seu labor artístico no processo serigráfico.

Depois de uma proveitosa viagem pelos ambientes modernistas de Paris, na França, onde bebeu a tendência artística do Abstracionismo, retorna ao Brasil para pintar o primeiro mural abstracionista sul americano, em 1948, em Recife.

Duas das áreas em que o artista plástico pernambucano conquistou espaço foram a Cenografia e Capa de Livros, nas quais pôde exercitar a sua versatilidade.

Entre a Dimensão Geométrica e a Representação Social, a Cor tem um tempo/espaço próprio no labor artístico de Cícero Dias: a Cor redimensiona, em explosões vivas, a intimidade do artista com o seu Povo, sem deixar de ser o artista de olhar mundano e atento às inovações.

O processo serigráfico no ambiente de trabalho de Cícero Dias é tão importante quanto a Pintura, e ele faz da Serigrafia um ponto de equilíbrio estético pelo qual é possível vislumbrar camadas de Figuração e de Abstracionismo – ou seja: Cícero Dias faz da Serigrafia um ato artístico de continuidade no seu próprio processo de recriação e criação, percebe-se que não é cópia de original, mas original que dá lugar a uma metamorfose de traços e cores que dizem de dele mesmo, enquanto peça única. E, em cada Serigrafia executada, ele faz questão, na maioria dos trabalhos, de mostrar a Cor com a qual se relaciona com o [seu] Povo, pois, nela faz brilhar uma brasilidade que é comum a poucos artistas nativos.

Habitualmente, a Serigrafia serve de suporte, e só de suporte, e com Cícero Dias a Arte desconhece o Quadro, toma conta do Todo, ainda o Rodo não terminou de passar a Tinta pela Tela... e, por isso, é que não existe trabalho serigráfico de Cícero Dias que não seja uma Pintura!
[João Barcellos - escritor, jornalista cultural]


 
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